Regressos
Protótipo de cozinha tradicional, Malta 2020 Sempre que visito a terra que me recebeu depois de ser desenraizada, fica um incómodo, uma incompletude, um não ser, mas também uma ternura singular de um regresso às origens. O Castedo representa ainda, na minha vida, aquilo que de melhor ou de pior me construiu como pessoa. Se, por um lado, o rigor das estações e o caráter agreste das tarefas e das gentes me incutiram a inflexibilidade perante a adversidade, por outro, o afeto peculiar por algumas figuras eminentes da freguesia (que já partiram ou que o tempo vai degradando) e pela Malta da minha geração (que raramente regressa, por circunstâncias variadas ou por (des)encontros imprevistos) continua a propiciar um certo estado edênico de felicidade, sem regresso. Cheguei ao Castedo no dia 26 de julho de 1975, na companhia da minha mãe e do meu irmão. Tínhamos aterrado em Lisboa na noite anterior, depois de uma semana a dormir no aeroporto de Luanda, porque ...

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